26 de dez de 2010

Que haja paz!





 Que haja paz no céu.
Que haja paz na atmosfera.
Que haja paz na terra.
Que as águas tragam paz para todos.
Que as ervas medicinais tragam paz para todos.
Que as plantas tragam paz para todos.
Que as forças da natureza e os sábios dêem paz para todos.
Que a paz e a harmonia reinem no universo inteiro.
Que a paz, somente a paz, prevaleça em todos os lugares.
Que eu também tenha essa paz.


                                                                        Yajur veda  XXXVI:17

Para aprofundar o seu caminho


Em O Coração do Yoga, Desikachar oferece de forma detalhada o sistema de seu pai unindo a ele sua própria visão prática, que descreve como "um programa para a espinha dorsal em todos os níveis-físico, mental e espiritual". Este é o primeiro texto de yoga a organizar, passo a passo, uma prática completa de acordo com seus antigos princípios. Desikachar discute todos os elementos do yoga - posturas e contraposturas, respiração consciente, meditação e filosofia - e mostra como o aluno pode obter uma prática que se encaixe em seu presente estado de saúde, idade, ocupação e estilo de vida.
Com muitas fotos e ilustrações que ajudam o leitor montar a sua prática de yoga, o livro O coração do yoga é a síntese do legado de Krishnamacharya, que tornou o yoga acessível a milhões no mundo todo. O que é extremamente importante sobretudo nos nossos tempos. Afinal, as escrituras antigas indianas são tão abrangentes e precisas que já previam inclusive que a época atual seria uma das mais difíceis para a humanidade. Segundo essa teoria, o mundo vive quatro eras – os Yugas – em cada um de seus ciclos, do nascimento à morte. Na idade de ouro, o nascimento, vive-se a plenitude dos valores éticos, morais e dos ideais. Estamos na fase terminal de um ciclo, Kali Yuga, era das trevas, em que alternativas para o bem-estar e o autoconhecimento são bens de primeira necessidade. Males tidos como "modernos", como depressão, estresse e ansiedade, têm suas origens, conseqüências e devidos tratamentos discutidos na filosofia yóguica nascida há mais de quatro mil anos!
 O yoga e sua ciência continuam tão atuais quanto relevantes. E finalmente chega agora o mapa para decifrá-lo e adaptar seus benefícios às capacidades e necessidades de cada um.

24 de dez de 2010

Uma Nova Resolução


2010 está quase no fim. Um ano sem dúvida de muitas descobertas, de muitas bençãos, de muita luz e escuridão também. Mesmo os momentos de desafios são extremamente importantes, nos transformam, nos fazem crescer internamente. Então agradeça. Agradeça por tudo, por cada momento, por cada respiração, por cada sensação, pelas suas novas descobertas, pelos ciclos que se finalizaram e pelos que estão se iniciando.
E é dentro deste espaço de silêncio interior que você deve fazer o seu Sankalpa, as suas resoluções interiores para um novo ano.
  Resoluções positivas, para os caminhos que estão dando certo que, você tenha força e sustentação para mantê-los e se dar a chance de provar novos camimhos, novos sabores e  paisagens em  2011.
Reserve um tempo para colocar as suas intenções para o Universo e  para o seu universo interior.
"A palavra sankalpa significa "construção mental", mas pode traduzir-se corretamente como "resolução interior". O sankalpa é uma fôrmula breve, clara e carregada de significado, que tem como objetivo principal potencializar os aspectos mais positivos da personalidade.

Deve manter-se o mesmo sankalpa de dez a quinze vezes seguidas, durante a prática de meditação ou relaxamento, e deve ser repetida pelo menos três vezes ao iniciar e três ao finalizar a prática.
Devem ser poucas palavras, e sempre as mesmas, para fixá-las no pensamento: uma frase curta, do gênero "tudo está perfeitamente bem agora" ou "me aceito exatamente como sou".

A resolução interior deve ser sempre afirmativa. Por exemplo, é infinitamente melhor repetir mentalmente "estou saudável" ao invés de "não estou doente".
                                                                                                      Pedro Kupfer -Yoga prático

* quando fizer o seu sankalpa focalize sua força de vontade, sua determinação e seu tapas, 
* separe o essencial do supérfluo - isso é muito importante.
* repita seu sankalpa em estado de relaxamento profundo.
* lembre-se  que, quem cria sua realidade, é você mesmo.
* o sankalpa deve ser curto, claro e simples.
faça sempre afirmações positivas.
* conjugue sua resolução sempre no presente.
* Repita mentalmente seu Sankalpa no inicio de cada meditação e no inicio da sua prática
visualizando já realizado aquilo que você deseja. 

Que assim seja!
Om Shanti Om!

Boas festas e um bOM ano novo para todos nós

1 de dez de 2010

O poder do silêncio

                                                                                                                                          Gregory Colbert

Eu não sou os meus pensamentos, não sou minhas emoções, minhas percepções sensoriais e minhas experiências. Não sou o conteúdo da minha vida. Sou o espaço no qual todas as coisas acontecem. Eu sou a consciência. Sou o Agora. Eu Sou.
                                                                                  Eckhart Tolle 

8 de nov de 2010

Para aprender a meditar


Uma excelente opção caso você queira aprender mais sobre as diversas técnicas de meditação.
A linguagem é simples e a autora e praticante e professora de meditação
A primeira parte do livro descreve o que é meditação, como aprender e o que é necessário. A prática requer corpo, mente, coração e disposição para entender o que significa viver com presença. A meditação pode ser exercitada no dia-a-dia, no trabalho, no trânsito, em casa.
Na seção sobre os caminhos da meditação, os estilos, a atenção e todos os ritos que seguem a prática aparecem em detalhes. No livro você ainda vai encontrar uma lista dos obstáculos à abertura da mente e como superá-los, além de questões difíceis como perdoar-se, ser perdoado, perdoar os outros e temas associados a compaixão e sofrimento.
O capítulo final mostra como reeducar hábitos, questioná-los e se colocar diante de novas circunstâncias entre outros ensinamentos. A meditação é um processo diário e o cultivo de hábitos como percepção como caminhar, comer e conversar são essenciais para seu exercício. É uma ajuda para uma nova postura de vida.

Boa Leitura!

13 de out de 2010

Pensamento do dia

 ‎" O silêncio é o ensinamento mais poderoso. Por mais vastas e enfáticas que as escrituras possam ser, elas não alcançam o seu propósito. O Guru é silencioso e com isso a paz prevalece em todos. O seu silêncio é mais vasto e mais eloqüente que todas as escrituras juntas."
 Ramana Maharshi

14 de set de 2010

Aulão - Compaixão na Prática - Não deixe de ir


Neste aulão, Pedro irá nos guiar numa prática equilibrada de asana, pranayama e meditação, nem muito suave nem muito forte, cujo tema será a compaixão em relação ao corpo-mente e aos demais seres. Você não precisa estar em alguma forma física determinada para participar. Todos são bem-vindos!

Data: 15/10
Horário: das 15h às 16:30h
Local: CIYMAM

Vagas limitadas! Ligue e faça sua reserva.

Investimento: R$80,00
Alunos Yoga
Teacher Training 2009 e 2010: R$70,00
CIYMAM

Informações sobre Yoga, cursos e orientações
ayurvedicas, cursos empresariais e palestras.
Tels.: (11) 3168.5568 e 3168.5096
Rua
Viradouro, 63, 14o andar, Itaim Bibi

13 de set de 2010

A Presença de Pattabhi Jois


Comparo a presença de Pattabhi Jois a uma grande e magnífica árvore em uma floresta. Quando essa árvore cai, deixa uma grande lacuna em seu lugar. Esse sentimento de vazio é a evidência maior de sua queda.
Quando olhamos mais de perto, vemos que a árvore-pai abriu abóbada acima para promover luz às mudas. A grande e velha árvore também deixou a terra fértil para que as árvores ao seu redor possam se estabelecer com raízes profundas. Assim a energia da árvore grande e poderosa provê sustento e força para gerações de árvores a seguir.
 Sim, precisaremos de uma floresta para repor o vazio deixado por K.Pattabhi Jois, ainda que talvez este seja o plano.
Esta é a benevolência daqueles que caminham a nossa frente. Eles abrem o caminho de maneira que a gente possa seguir em frente com mais facilidade.
David Swenson

7 de set de 2010

Minha Voz pela Liberdade



Esta obra autobiográfica é o testemunho extraordinário de Ani Choying Drolma, uma monja budista nepalesa que tem consagrado a sua vida a salvar dezenas de jovens suas compatriotas de um destino dramático à merce da tirania dos pais e dos maridos. Ela própria vítima de maus tratos familiares, cedo decidiu enveredar pela vida religiosa como forma de se libertar de uma vida de servidão e de violência e de poder ajudar os outros. Inspirada por uma determinação inabalável, transformou o ódio em compaixão, a subjugação em liberdade e o sofrimento em paz interior e iniciou uma jornada de solidariedade combatendo a pobreza e a ignorância. Adotou dezenas de crianças desfavorecidas e construiu uma escola para lhes proporcionar a educação que o seu país lhe nega. Os seus dotes vocais extraordinários providenciou-lhe o financiamento dos seus projetos e catapultou-a para o estrelato musical, não só no seu próprio país mas também na Alemanha, Japão e Estados Unidos. A sua voz atravessa fronteiras e conquista audiências, sempre ao serviço da liberdade das jovens nepalesas.

Ani Choying Drolma, nasceu em Kathmandu, Nepal em 1971. Aos doze anos foi aceita como monja no mosteiro budista Nagi Gompa onde o mestre Tulku Urgyen Rinpoché lhe deu proteção e a ajudou a ultrapassar o medo provocado por anos de violência doméstica. O seu incrível sucesso no mundo da música é apoiado por nomes tão sonantes como Tina Turner, Tracy Chapman ou Celine Dion. A Minha Voz Pela Liberdade, o seu testemunho de vida teve o apoio inestimável da sua santidade, o Dalai Lama.

Pensamento do Dia

Foto by Gregory Colbert                        

Haverá maior solidão do mundo do que a ausência de si ?

Nilton Bonder  - A alma Imoral                     

AULÃO COM CAMILA RASO

30 de ago de 2010

Pensamento do Dia





"Não medite - seja! Não pense que você é - seja! Não pense como ser - você já é!"
 (Ramana Maharshi)

Prática 1

Você pode iniciar sua prática em casa.
Esta sequência é para te auxiliar.
Fique de meio minuto a um minuto em cada postura. 

Esta sequência foi baseada no instituto de Iyengar yoga de New york


25 de ago de 2010

Hacer Yoga



Hacer yoga te cambia el cuerpo, el animo, la manera en que vez las cosas. Hacer yoga te cambia la vida.
 Namastê
Martina Manzorro

Pensamento do Dia


"Nós não vemos as coisas como elas são, nós as vemos como nós somos."
                                                              Anais Nin

18 de ago de 2010

Boas novas


A partir de dezembro novas aulas


Novas Aulas

Ashtanga Yoga - Sextas feiras das 7 as 8 e 30.

Aula conduzida apenas para alunos iniciantes.

Aulas para Iniciantes - Segundas e quartas das 19:00 as 20:30. 


                                                                                                                       Fotos de João de Franco

O objetivo do espaço Prana é oferecer para os alunos qualidade na transmissão dos ensinamentos milenares do yoga.
 SEJA  BEM VINDO!

NAMASTÊ

11 de ago de 2010

Pensamento do dia



" Eu Sou um pedacinho de NADA de um pedacinho de CADA dentro de TUDO que existe"

Pedro Santos 

8 de ago de 2010

REFLETIR


Ás vezes algumas palavras mudam o nosso dia ou ainda elas podem nós fazer enxergar um momento com outros olhos.
Lembre-se destas pequenas coisas que podem fazer a diferença.


1. Pense sempre de forma positiva.

2. Não tenha medo de nada e de ninguém.
Tenha fé em você mesmo. Medo é acreditar que os outros são poderosos, não dê poder ao próximo.

3. Não se queixe.

4. Rasque a palavra "culpa" do seu dicionário. Não se permita esta sensação.

5. Livre-se de fofocas, comentários maldosos e gente deprimida.


6. Nada se repete. Tudo passa. Faça a seu dia valer a pena.

7.Tome banho e limpe o corpo e a alma

8. Ouça musica, cante e dance;


9. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo a impeça de tentar.

10. Conheça novos lugares e novas pessoas.

11. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando, porque
o
medo
nos afasta das derrotas mas das
vitórias
também.

31 de jul de 2010

Meditação Vipassana

Sexta feira dia 30, no espaço prana - nossa primeira aula prática de meditação é a técnica dada foi antar mouna, que significa silêncio interior. É uma técnica simples e eficaz para termos acesso ao nosso observador interno. A ideia de ter uma técnica de meditação por mês e para que os alunos experimentem diversas técnicas que existem e  vá aos poucos introduzindo a meditação em sua prática diária. Este texto abaixo explica um pouco sobre a técnica de meditação vipassana que considero uma das mais eficientes. Agora e sentar e observar. Boa prática.
Namastê

*

A meditação Vipassana é ensinada em cursos de dez dias, abertos a qualquer um que sinceramente deseja aprender a técnica e está apto fisicamente e mentalmente a fazê-lo. Durante os dez dias, participantes mantém-se dentro dos limites do local do curso, sem nenhum contato com o mundo exterior. Eles se abstêm de ler e escrever e suspendem toda prática, religiosa ou não, trabalhando exatamente de acordo com as instruções dadas. Por todo o tempo do curso, eles seguem um código básico de moral que inclui celibato e abstinência de qualquer substância intoxicante. Eles também mantêm silêncio entre si mesmos pelos primeiros nove dias do curso, apesar de serem livres para discutir problemas na meditação com o professor e problemas materiais com a gerência.

Durante os primeiros três dias e meio, os participantes praticam um exercício de concentração mental. Ele é um preparatório para a técnica de Vipassana propriamente dita, que é introduzida no quarto dia do curso. Passos progressivos são oferecidos a cada dia do curso, de forma que no fim do curso toda a técnica foi desenhada em linhas básicas. No décimo dia o silêncio acaba e os meditadores fazem a transição de volta a um estilo de vida mais extrovertido. O curso finaliza na manhã do décimo primeiro dia.

Aquele Blog do Vipassana- http://www.sebastianvalle.wordpress.com/

30 de jul de 2010

O QUE É O YOGA



Muito se fala a respeito dessa filosofia. Muitas definições foram dadas, mas sempre temos a sensação de que alguma coisa fica faltando; de que o Yoga se recusa a ficar aprisionado numa definição. Porque essas quatro letras juntas significam muitas coisas. E o Yoga acaba sendo sempre mais do que as palavras podem dizer. Não inclui a crença em nenhum poder sobrenatural, nem exige fé religiosa. Simplesmente expõe um caminho de auto-análise que pode praticar-se, prescindindo de qualquer teoria, crença antiga ou moderna por parte de quem o pratica. Um caminho que conduz o homem a compreender-se verdadeiramente a si próprio.


Todo mundo já ouviu dizer que Yoga significa em sânscrito união, mas Yoga igualmente significa trabalho, aplicação. Ou seja, Yoga seria o meio e o fim ao mesmo tempo. Jaideva Singh, no comentário do Vijñánabhairava (p. XIII), um texto que ensina técnicas de meditação, afirma:


A palavra Yoga é usada tanto no sentido de união (com o Divino) como no de veículo (upáya) para essa união. (...) Desafortunadamente, nenhuma palavra foi tão profanada nos tempo modernos como a palavra Yoga. Andar sobre o fogo, tomar ácido lisérgico, parar o batimento cardíaco, etc. se consideram Yoga, quando, a bem da verdade, não têm nada a ver com ele. Mesmo os poderes psíquicos [siddhis] não são Yoga. Yoga é consciência; transformação da consciência humana em consciência divina.


Yoga também é liberdade. Libertar-se de condicionamentos e preconceitos em relação à palavra, por exemplo, poderia considerar-se uma forma de sádhana. As palavras não são nem boas nem ruins em si. Nós lhes damos valores e significados que associamos às nossas próprias emoções ou preconceitos. Está escrito na Bhagavad Gítá: Yogah karmashu kaushalam ('Yoga é perfeição em todas as ações'). Essa é uma visão tão ampla como simples da prática: qualquer coisa que você fizer, deve fazer-se como uma prática contínua e constante. Mas aqui temos um paradoxo: a perfeição não existe. Que significa 'perfeição'? A perfeição, assim como o zero, é um dos muitos produtos da capacidade de especulação da mente. Ou seja: não existe. Não é algo preexistente, nem uma verdade tautológica, daquelas que se sustentam por si próprias. A perfeição, diria, não é uma abstração etérica, inatingível, senão um modelo, um paradigma no qual nos espelhamos para transformar a própria existência numa obra de arte, algo digno de ser vivido (e perdoe-me o leitor o mau gosto da frase, mas é para que fique claro). Perfeição aqui significa arte de viver consciente. Nada mais. Pátañjali explica o mesmo com outras palavras:


"Discernimento constante é o meio para destruir a ignorância."


Yoga Sútra, II:26


Embora no início possa parecer difícil, ou incompreensível, chega uma hora em que a sua consciência se expande e você começa a entender. Nesse ponto, o Yoga não fica apenas no plano das idéias, nem se restringe unicamente à sala de prática. Com isso em mente, fazer Yoga é como um jogo que é preciso aprender a jogar desde o início. Um jogo que se joga tanto com a cabeça como com as vísceras. Mesmo se você não tiver nenhuma experiência com Yoga, saiba que suas atividades diárias, como trabalhar, criar os filhos ou estudar, também podem ser encaradas como um sádhana. É por isso que o Yoga é um jogo, cuja única regra é permanecer totalmente consciente o tempo todo, de cada ato, a cada momento.


A frase da Bhagavad Gítá citada acima possui implicações que vão longe e escapam a uma análise fora do contexto adequado a causa da aplicação prática da coisa. Porque se usa, porque funciona para libertar. Jaimini Rishi disse: "o resultado da prática acontece agora". Os outros rishis perguntam: "mas não há outro resultado espiritual, no final?". E ele responde: "quando você obtém um resultado concreto agora, não espere por outro invisível mais tarde".


A experiência é a única coisa que salva o yogi. Se você não fizer, não viver, não experimentar em sua própria carne, não sentir no mais íntimo do seu ser, não adianta ler, pesquisar ou ouvir palestras sobre o assunto. Aliás, o yogi precisa ser crítico. É uma das qualidades básicas para poder avançar na prática. A capacidade de observação, de si próprio e do ambiente, é essencial: estar sempre atento.


Talvez você possa achar, como muita gente, que o Yoga é algo separado de si próprio ou do seu dia a dia. Algo que você 'faz', como ir às compras ou atender o telefone. Você precisa, não apenas fazer Yoga três ou quatro vezes por semana, senão viver em Yoga, 24 horas por dia, todos os dias da sua existência. Esse viver consciente, essa atentividade constante é a essência da prática, mas não se consegue exercendo a vontade. Não adianta apenas querer fazê-lo, nem acontece da noite para o dia. A atentividade constante é o fruto do amadurecimento interior, um processo em que se desenvolve gradativamente a consciência de alerta, que vai expandindo até abranger cada momento da existência.


Por isso, não convém dizer 'eu faço Yoga', pois, em verdade, você não 'faz' Yoga. Ele já está feito! Você 'desliza' para o estado de Yoga (união) em certos momentos. Por exemplo, quando consegue ficar totalmente consciente da sua respiração. E, se quiser transcender mesmo, chegar ao samádhi, deverá manter esse estado constantemente. A 'prática', a técnica em si, funciona apenas como um catalisador que acelera esse processo.


Isso tem a ver com você, com a sua existência, com o seu momento presente, com o ar que entra por suas narinas no mesmo instante em que você está aqui sentado lendo. Daí a intenção implícita no título deste livro (Yoga Prático), já que sádhana significa praticar, fazer a coisa. Se você não for usar o Yoga, para que vai querer estudá-lo? Isso equivaleria a contentar-se com ver um filme sobre uma linda praia, tendo a oportunidade de ir pessoalmente dar um mergulho nas águas transparentes, e depois deitar na areia morna, sentindo o sol na pele e bebendo uma água de coco sob uma palmeira. São coisas diferentes, concorda? A posição do observador (em sânscrito, sakshi, 'testemunha') é fundamental para a prática, mas funciona unicamente desde que o observador seja parte ativa do processo, ou seja, observe, estude e analise, mas que o faça estando dentro da experiência.


Por isso, amigo leitor/navegante, convido você, antes de continuar esta leitura, a sentar bem confortável, com as costas eretas e os olhos fechados. Tome consciência da sua respiração e desfrute intensamente da certeza de estar vivo. Respire fundo, usando toda a extensão dos seus pulmões. Faça isso por pelo menos dez vezes, exalando devagar.


Se, após haver respirado conscientemente por alguns segundos, você tiver percebido alguma mudança no ritmo dos seus pensamentos ou emoções, você conseguiu praticar Yoga. Bem-vindo!


A propósito, quando foi a última vez que você lembrou que estava vivo? Às vezes, quando faço essa pergunta em cursos, vejo rostos assustados... Porque as pessoas esquecem. Esquecem que estão vivas!!! E o Yoga serve para isso, para lembrar. O yogi deve estar consciente a cada momento da existência, assim como você acabou de fazer. A cada inspiração e exalação. O verdadeiro significado de estar vivo só pode experimentar-se quando se está totalmente consciente. Consciente de cada respiração, cada pensamento, cada ato. Tempo, espaço e pensamento não são mais prisões, mas campos da expressão do ser. A verdadeira origem, a fonte do ser, está além do tempo, além do espaço e além do pensamento. A experiência dessa fonte nos dá o conhecimento absoluto, livre de objetos, tempo e memória.


O Yoga funciona em todos os casos. Não é apenas para pessoas sadias ou apenas para doentes, para extrovertidos ou deprimidos. É para seres humanos. E, com isso, não estou querendo convencer você, leitor, nem fazendo parte de um grupo de 'escolhidos' que querem catequizar, 'converter' os pobres mortais que não viram a luz e vivem nas trevas da ignorância e do pecado. Ou, ainda, lhe dar a sensação de haver 'encontrado a Verdade'. Longe de mim essa intenção. Como praticante, sou mais um veículo, um instrumento através do qual o Yoga fala.


Como técnica, o Yoga não está preocupado com explicações. Isso pode resultar repetitivo, mas é tão simples quanto importante, e se impõe deixá-lo claro outra vez. O Yoga quer aniquilar os condicionamentos do indivíduo. Não se limita a nenhum plano teórico, nem quer a substituição do sistema de valores ou mitologias do 'mundo ocidental e cristão' por outro exótico e alienígena, o que poderia parecer uma espécie de escapismo, de resposta desesperada de uma juventude que precisa achar a sua identidade e uma alternativa viável ao terrível vazio que a nossa fria sociedade tecnocrática oferece (e, no lugar de 'fria', você pode colocar seus adjetivos preferidos).


Desde tempos imemoriais, há algo nessa praxis que sempre chamou a atenção. Algo pelo que, até hoje, reis abdicam do poder, para sentar-se num tapete igual ao que nós usamos neste momento para meditar. Por exemplo, sem ir mais longe, na cidade de Indore, a alguns kilômetros do Omanand Yogashram, lugar onde estudamos na Índia, algumas poucas gerações atrás, a família do marajá Holkar simplesmente abandonou tudo para dedicar-se ao Yoga.


Por quê? Por causa daquele assunto velho como o mundo: a sede de poder. Porque o poder verdadeiro não está na prerrogativa de decidir o destino alheio. Da mesma forma, o poder que dá a política ou o dinheiro, ou qualquer outra manifestação dele com maiúscula ou minúscula em que você possa pensar, como um concerto de Wagner, uma pirâmide egípcia ou a montanha de dinheiro do tio Patinhas, são apenas símbolos de algo que está além, e que sempre, em todas as culturas, lugares e momentos da aventura humana, acabam aparecendo sob diferentes roupagens.


O que atrai as pessoas para o Yoga é justamente isso. Porque ele lida com o poder, com a energia, e isso fascina: todo mundo quer ter. Mas o poder verdadeiro só vem com a iluminação. Porém, esse poder não pode obter-se apenas com alguns minutos de pránáyáma e alguns ásanas escolhidos aleatoriamente. Não é de graça. As práticas precisam fazer-se com dedicação e perseverança para revelarem seu efeito real.


E poder para quê? A própria palavra o diz: yuj, unir. Unir tudo: os poderes do corpo, a consciência e a ánima para alcançar o samádhi, a fusão entre o Ser e o Conhecer.


"A unidade da respiração, a consciência e os sentidos, seguida pela aniquilação de todos os conceitos: isso é o Yoga."


Maitrí Upanishad, VI:25.


Esclarecendo um pouco mais, para o Yoga, consciência não é apenas o conjunto das funções psicomentais ou suas manifestações separadas: pensamentos, emoções e sensações. Ela inclui essas funções mas, ao mesmo tempo, está separada delas e pode observar e ser observada isoladamente. Isso é importante para entendermos o papel fundamental que tem essa capacidade da consciência de permanecer como testemunha das suas próprias ações. A consciência é então o pano de fundo sobre o qual pensamentos, emoções e sensações se revelam: um campo vibratório sutil, que torna possíveis as associações e o pensamento, e observa o mundo e os fenômenos como eterna testemunha. Diz a Mundaka Upanishad:


Como dois pássaros dourados pousados no mesmo galho,
intimamente amigos, o ego e a Consciência habitam o mesmo corpo.
O primeiro ingere os frutos doces e azedos da árvore da vida;
o segundo tudo vê em seu distanciamento.


Os dois pássaros representam a consciência individual e a Consciência Universal. A consciência individual ofusca e esconde a Consciência Universal, que faz com que ela pense e perceba o mundo. A consciência é vasta e profunda como o oceano, e abrange todas as experiências e todas as memórias do indivíduo desde o início da existência.


A partir da definição de Pátañjali, "Yoga é a supressão das modificações da consciência", vemos que a prática começa numa sede profunda de transcender os condicionamentos humanos; vemos a necessidade de tornar cósmico o homem, de desenvolver as suas potencialidades para conquistar a iluminação. O método através do qual o Yoga pretende atingir esse objetivo é a execução de técnicas que possuem como único objetivo aniquilar, um a um, os diferentes condicionamentos que escravizam o homem. Os condicionamentos não nos deixam viver em paz e nos fazem repetir os mesmos erros, ano após ano, ad eternum. Para 'sair da roda do karma', ou seja, alcançar a liberdade verdadeira, o yogi precisa aniquilar um a um esses condicionamentos na sua própria fonte: o inconsciente, a parte 'escura' do ser.


Dizem os shastras que o caminho do Yoga começa 'quando o homem consegue quebrar a prisão das suas misérias'. O Yoga parte da condição humana desamparada, nua e crua, e tem o mérito sem par na história do pensamento de descobrir o verdadeiro potencial do homem: o da sua espiritualidade. A vida espiritual sempre começa no conflito interior, na sede de transcendência. E, neste kali yuga, a era dos conflitos, requer muita mais pureza de coração, coragem e determinação que em outro tempo qualquer. O caminho para o samádhi inclui mais lágrimas do que você possa imaginar ao pensar em iluminação. Descobrir, identificar e desintegrar o lixo enterrado no subconsciente dói bastante. Mas não esqueça da constatação de Wayne Dyer: 'não existe caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho'. Esse paradoxo entre lágrimas, lixo e felicidade se resolve ao andar, na prática. Precisamos quebrar o casulo do ego para chegar à essência.


A Katha Upanishad diz que o Yoga é ao mesmo tempo dissolução e emergência, morte e renascimento (Yogah prabhavápyayau). É preciso matar o ego para poder viver. Aliás, sabe o que significa literalmente a palavra samádhi? Samádhi, que se traduz como iluminação, é morte. Entrar em samádhi significa morrer. Morrer em vida. Porque o que há além dessa morte é a experiência da luz. Só que, para ter essa experiência numinosa, como diz Jung, não é necessário morrer. A morte, na real, é a morte do ego, não a do corpo. Anaïs Nin dizia 'não vemos as coisas como elas são, senão como somos nós mesmos'. No momento em que deixamos de ser 'nós mesmos' (o ego), a natureza da realidade se desvela como ela é.


Os ensinamentos do Yoga são somente acessíveis através da praxis: o praticante deve pôr sob o jugo seu corpo, sua mente e sua psique, para alcançar a liberdade interior. Múltiplo em suas diferentes correntes e manifestações, ele é sempre fiel a um modo de ver o homem e de servi-lo: após a severidade e paciência exigidas pela prática, sente-se a calidez da sua solicitude carinhosa por todos e respeito por todo o criado. Seu caminho é radical mas acessível e nos leva à conquista da liberdade mais absoluta. Quando você dá um passo em direção ao Yoga, ele dá cem em direção a você.


Pedro Kupfer - 24 de Julho de 2000  - Yoga Prático

29 de jul de 2010

Meditação reduz o impacto emocional da dor





Pessoas que meditam regularmente têm uma sensação menos desagradável da dor porque seus cérebros antecipam menos a dor, o que diminui seu impacto emocional.


Depois de avaliar voluntários com vários graus de experiência com a meditação, de praticantes iniciantes até mestres com décadas de meditação, cientistas da Universidade de Manchester, na Inglaterra, descobriram que os meditadores mais avançados alcançam um nível suficiente para sofrer menos com a dor.


"Os resultados do estudo confirmam nossa suspeita de que a meditação pode afetar o cérebro. A meditação treina o cérebro para ter mais foco no presente e, com isso, gasta menos tempo antecipando futuros eventos negativos. Pode ser por isso que a meditação é eficaz em reduzir a recorrência da depressão, que torna a dor crônica consideravelmente pior," explica o Dr. Brown.


Meditação vista pela ciência


"A meditação está se tornando cada vez mais popular como uma forma de tratar doenças crônicas, tais como a dor causada pela artrite," diz o Dr. Christopher Brown, que conduziu a pesquisa.


"Recentemente, uma instituição de caridade de saúde mental pediu que a meditação torne-se disponível rotineiramente [no sistema de saúde] para tratar a depressão, que ocorre em até 50% das pessoas com dor crônica. Entretanto, os cientistas só agora começam a analisar a forma como a meditação pode reduzir o impacto emocional da dor," conta ele.


O estudo, que será publicado na revista médica Pain, descobriu que determinadas áreas do cérebro ficam menos ativas quando os meditadores antecipam a dor que, durante o experimento, era induzida por um pequeno laser.


Aqueles com mais experiência de meditação - até 35 anos de prática - apresentaram a menor expectativa da dor, o que levou que relatassem uma menor intensidade dessa dor.


Como a meditação modifica o cérebro


O estudo também revelou que pessoas que meditam apresentam uma atividade incomum no córtex pré-frontal durante a antecipação da dor, uma região do cérebro conhecida por estar envolvida no controle da atenção e com os processos de pensamento quando a pessoa se depara com ameaças potenciais.
Os resultados deverão incentivar novas pesquisas sobre como o cérebro é modificado pela prática da meditação.


"Embora tenhamos descoberto que os meditadores antecipam menos a dor e acham a dor menos desagradável, não está claro como exatamente o tempo de meditação muda as funções cerebrais para produzir esses efeitos," conclui o pesquisador.


Fonte
Postado por Esteja Aqui e Agora - http://www.pensandozen.blogspot.com/

28 de jul de 2010

Entregar para aprender




" A vida é como as ondas do oceano, ainda que você não possa  controlá-lo, pode aproveitar os dias mais calmos para nadar, boiar, mergulhar...e os dias mais agitados até para surfar, mas se estiver contra a onda você tem um problema".

Yongey Mingyr Rinpoche

26 de jul de 2010

Entrevista

Excelente a entrevista do professor Danny Paradise da revista bons fluidos. Aqui vai alguns trechos muito interessantes sobre yoga.


"Nós fazemos nossa realidade, mudamos as circunstâncias de nossa vida, portanto, podemos criar constantemente felicidade. Não somos vitimas, e sim responsáveis por nossa evolução."


"Quando expandimos em vida os limites da consciência por meio do yoga e da meditação, reconhecemos que somos parte de algo superior."

Bons Fluidos - A prática diária é obrigatória?

Danny - Não é necessário praticar yoga todos os dias, no entanto, é a melhor opção. Quem faz duas vezes por semana vai colher os benefícios proporcionais a esses dois dias. Quem pratica quatro  vezes vai se  desenvolver um pouco mais . E assim por diante. Mas não existe uma quantidade de horas predeterminada. O fato é que ela vicia no bom sentido. Uma vez que o indivíduo mantém uma rotina de exercícios e constata seus efeitos, sente necessidade de fazer mais e mais, estabelecendo uma profunda disciplina. No entanto, a dias em que nos sentimos  mais bem dispostos do que outros. Por isso, é importante respeitar a oscilação da energia, adaptando a prática  às condições do momento. Como o yoga demanda atenção plena, fica fácil perceber o ritmo interior e respeitá-lo.  

Bons Fluidos número 137 - Agosto de 2010

18 de jul de 2010

Pensamento do Dia



“A liberdade exterior que conseguiremos depende exatamente do grau de liberdade interior que possamos ter desenvolvido num dado momento. E, se essa é uma visão correta da liberdade, nossa principal energia deve ser concentrada em obter a reforma interior”
(Mahatma Gandhi)

11 de jul de 2010

Pensamento do dia



- Mestre, como faço para me tornar um sábio?



- Boas escolhas.



- Mas como fazer boas escolhas?



- Experiência - diz o mestre.



- E como adquirir experiência, mestre?



- Más escolhas..

9 de jul de 2010

Pensamento do Dia



"Nunca somos nós mesmos com tanta intensidade do que quando estamos em silêncio."

Eckhart Tolle

5 de jul de 2010

Pensamento do Dia


A grande sabedoria reside no corpo.
The Hevajra Tantra

22 de jun de 2010

DICA



O autor combina os princípios do budismo tibetano, da neurociência e da física quântica.

Usando as práticas básicas de meditação ensinadas por ele, você descobrirá caminhos para transpor os problemas cotidianos, transformando obstáculos em oportunidades para reconhecer o potencial ilimitado de sua mente.

Boa leitura

14 de jun de 2010

PENSAMENTO DO DIA


" QUANDO MORREMOS, NADA PODE SER LEVADO CONOSCO A NÃO SER A SEMENTE DO TRABALHO DE NOSSA VIDA E NOSSO CONHECIMENTO ESPIRITUAL."

DALAI LAMA

9 de jun de 2010

PENSAMENTO DO DIA



Onde você coloca o sal ?

O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo de água e bebesse.

Qual é o gosto? - perguntou o Mestre.
-Ruim - disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
 Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago.
Então o velho disse: -Beba um pouco dessa água. Enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou: -Qual é o gosto? - Bom! disse o rapaz.
-Você sente o gosto do sal? -  perguntou o Mestre.
-'Não, disse o jovem. O Mestre então, sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse.

A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta. É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu. Em outras palavras:
 É deixar de Ser copo, para tornar-se um Lago.
 Namastê
 

8 de mai de 2010

SURYA NAMASKAR


                                                    
SURYA

Surya, o deus sol, é considerado fonte de luz, calor e conhecimento. Ele atravessa o céu em uma carruagem puxada por sete cavalos brilhantes.
Surya namaskar, é uma sequência que tem a capacidade de unir o corpo, a respiração e a mente. É uma prece feita com o seu corpo para reverenciar o Deus Sol (Surya). É uma oportunidade  de experimentar a força da vida dentro do seu corpo.
Nós traz mobilidade, velocidade, nitidez e liberdade. Desenvolve a força de vontade o poder de determinação e a força física. Auxilia não só no fortalecimento do corpo como ajuda a concentração da mente e a obtenção de um maior grau de devoção (bhakti).

Existem diversas maneiras de se praticar a saudação ao sol.
Esta colocada aqui é uma sugestão.
Posturas do Surya Namaskar

 Samasthitih

1. Urdhva hastasana
4. Uttanasana 
5. Adho mukha svanasana
6. Urdhva mukha svanasana
7. Chaturanga dandansana
8.  Urdhva mukha svanasana
9. Adho mukha svanasana
10. Uttanasana 
11. Urdhva hastasana
 Samasthitih


* Se você não é praticante de Yoga procure um professor qualificado para aprender de maneira correta.

4 de mar de 2010

PARADOXO DO NOSSO TEMPO - George Carlin




Nós bebemos demais, gastamos sem critérios. Dirigimos
rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde,
acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV
demais e raramente estamos com Deus.

Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.
Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos
freqüentemente.

Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos
à nossa vida e não vida aos nossos anos.
Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a
rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas
não o nosso próprio.

Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo,
mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos
menos; planejamos mais, mas realizamos menos.

Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.

Construímos mais computadores para armazenar mais
informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos
comunicamos cada vez menos.

Estamos na era do “fast-food' e da digestão lenta;
do homem grande, de caráter pequeno; lucros acentuados e
relações vazias.

Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas
chiques e lares despedaçados.

Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral
descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das
pílulas 'mágicas'.

Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na
dispensa.

Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas
não estarão aqui para sempre.

Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo,
pois não lhe custa um centavo sequer.

Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua companheira(o)
e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, se ame...
se ame muito.

Um beijo e um abraço curam a dor,
quando vêm de lá de dentro.

Por isso, valorize sua familia e as pessoas que estão ao
seu lado, sempre!!!!!

28 de fev de 2010

PÁRASKARA GRIHASTA SÚTRA - II:3.25



Que eu tenha sempre palavras claras na minha boca.
Que tenha sempre energia nas minhas narinas.
Que tenha sempre visão penetrante nos olhos.
Que tenha sempre audição apurada nos ouvidos.
Que tenha sempre força nos braços.
Que tenha sempre vigor e resistência nas pernas.
Que todo o meu corpo esteja sempre saudável e livre de doenças. 

21 de fev de 2010

Para saber - Lembrar - Praticar !

 Gregory Colbert

Código de Ética dos Índios Norte-Americanos


1. Levante com o Sol para orar. Ore sozinho. Ore com frequência. O Grande Espírito o escutará se você, ao menos, falar.

2. Seja tolerante com aqueles que estão perdidos no caminho. A ignorância, o convencimento, a raiva, o ciúme e a avareza, originam-se de uma alma perdida. Ore por eles para que encontrem o caminho do Grande Espírito.

3. Procure conhecer-se, por si próprio. Não permita que outros façam seu caminho por você. É sua estrada, e somente sua. Outros podem andar ao seu lado, mas ninguém pode andar por você.

4. Trate os convidados em seu lar com muita consideração. Dê o  melhor alimento, uma cama melhor. Sirva e trate-os com respeito e honra.

5. Não tome o que não é seu. Seja de uma pessoa, da comunidade, da natureza ou da cultura. Se não foi dado, não é seu.

6. Respeite todas as coisas que foram colocadas sobre a Terra. Sejam elas pessoas, plantas ou animais.

7. Respeite os pensamentos, desejos e palavras das pessoas. Nunca interrompa os outros nem ridicularize. Permita a cada pessoa o direito da expressão pessoal.

8. Nunca fale dos outros de uma maneira má. A energia negativa que você colocar para fora no universo, voltará multiplicada a você.

9. Todas as pessoas cometem erros. E todos os erros podem ser perdoados.



10. Pensamentos maus causam doenças da mente, do corpo e do espírito. Pratique o otimismo.

11. A natureza não é para nós, ela é uma parte de nós. Toda a natureza faz parte da nossa família Terrena.

12. As crianças são as sementes do nosso futuro. Plante amor nos seus corações e ague com sabedoria e lições da vida. Quando crescidos, de-lhes espaço para que cresçam.

13. Evite machucar os corações das pessoas. O veneno da dor causado a dos outros, retornará a você.

14. Seja sincero e verdadeiro em todas as situações. A honestidade é o grande teste para a nossa herança do universo.

15. Mantenha-se equilibrado. Seu Mental, seu Espiritual, seu Emocional, e seu Físico, todos necessitam ser fortes, puros e saudáveis. Trabalhe o seu Físico para fortalecer o seu Mental. Enriqueça o seu Espiritual para curar o seu Emocional.

16. Tome Decisões Conscientes de como você será e como reagirá. Seja responsável por suas próprias ações .

17. Respeite a privacidade e o espaço pessoal dos outros. Não toque as propriedades pessoais de outras pessoas, especialmente objetos religiosos e sagrados. Isto é proibido.

18. Comece sendo verdadeiro consigo mesmo. Se você não puder nutrir e ajudar a si mesmo, você não PODERÁ nutrir e ajudar os outros.

19. Respeite outras crenças religiosas. Não force as suas crenças sobre os outros.

20. Compartilhe sua boa fortuna com os outros . Participe com caridade.

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